Suas aplicações são seguras?

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Suas aplicações são seguras?

De fato, as aplicações web são uma das portas de entrada favoritas para os internautas mal intencionados, que estão planejando ataques a empresas. De acordo com um estudo divulgado pela HP, quase 70% das aplicações pesquisadas apresentaram, ao menos, um erro de segurança que pode facilmente ser encontrado por usuários maliciosos.

E esse cenário se torna ainda mais preocupante quando pensamos que os criminosos do mundo virtual, hoje, já contam com ferramentas automáticas para identificar vulnerabilidades e desferir ataques.

Então, para se prevenir e aumentar a sua segurança, continue lendo este post e confira um check list de vulnerabilidades comuns que te ajudará a saber se suas aplicações são seguras!

Autenticação

A autenticação é a primeira linha de defesa para as empresas e suas aplicações, identificando, por meio do uso de logins e senhas, se o usuário é quem declara ser.

Nesse sentido, é recomendável que as empresas não arrisquem desenvolver ferramentas de autenticação próprias. O ideal é buscar parceiros especialistas em soluções como essas — além, é claro, de implantar políticas, processos e métodos sólidos para cadastro e login.

Autorização

Mesmo depois de autenticado, um usuário ainda pode trazer riscos à segurança de uma aplicação, caso o seu perfil não seja devidamente configurado.

Esse processo de autorização pode ser tão simples quanto o cruzamento de informações inseridas pelo usuário com as do servidor; ou bem mais complexo, exigindo o uso de listas de controle de acesso, gráficos sociais e sistemas com moderação múltipla.

Controle de sessão

Usar controles para o gerenciamento de sessão, que podem ser baseadas no servidor ou framework, por exemplo, para bloquear tentativas de conexões simultâneas de um mesmo usuário ou certificar o encerramento correto das sessões também é uma boa prática para aumentar a segurança das aplicações web.

Política de privilégio mínimo

Restringir o acesso dos usuários apenas a funções realmente necessárias é uma boa medida para a proteção das informações.

Nesse caso, cada usuário passa a ter permissão de acesso apenas para aplicações que precisa para realizar suas tarefas. Assim, aumenta-se o controle e diminuem as chances de um ataque ter acesso a dados confidenciais.

Criptografia de dados

Não há dúvida de que a criptografia é uma das pedras angulares da segurança na web. Todas as informações importantes e confidenciais devem ter a criptografia aplicada, seja quando estão armazenadas em um servidor ou quando estão em trânsito.

Caso contrário, a ausência de um algoritmo forte para proteger as informações dos usuários pode revelar dados confidenciais, trazendo problemas graves para as empresas e para os seus clientes.

Certificados de segurança

Transações sensíveis precisam de um cuidado extra para garantir a segurança das informações — e é aí que entram os certificados de segurança para sites, como o TLS (Segurança da Camada de Transporte) e o SSL (Protocolo de Camada de Sockets Segura).

Esses protocolos aumentam a segurança de serviços de e-mail (SMTP) e de páginas (HTTPS), entre outros, por meio da criptografia.

Proteção contra falhas de injeção

A linguagem SQL, usada amplamente em diversos sistemas da web, também apresenta as chamadas falhas de injeção.

Esse tipo de erro pode ser causado quando as entradas dos usuários na aplicação são filtradas incorretamente, ou executadas de forma inesperada, por exemplo, permitindo que hackers façam comandos mal intencionados que possibilitem apagar, copiar e até dar comandos no servidor que hospeda a aplicação.

Validação de dados

Outra forma de garantir que as suas aplicações são seguras é exigir a validação de informações preenchidas em determinados campos a serem completados pelos internautas. Isso evita que usuários mal intencionados insiram arquivos de scripts que podem executar comandos não desejados no sistema, explorando falhas.

Retorno de erros

Para verificar se a segurança das aplicações da web está em dia, também é interessante verificar se os erros apresentados no sistema são retornados com grande riqueza de detalhes para os usuários.

Isso porque, caso tenha acesso a essas informações, um hacker poderá identificar vulnerabilidades nas aplicações envolvidas e planejar seus ataques com muito mais chance de causar danos reais.

Atualização de softwares

Softwares desatualizados, ou não devidamente configurados, também aumentam a vulnerabilidade das aplicações. Por isso, a atualização e manutenção dos softwares deve ser uma prática constante para que novas vulnerabilidades não surjam com as alterações, e os riscos sejam diminuídos.

E o mesmo vale para outros componentes do sistema, como os servidores e frameworks, por exemplo. Nesse sentido, confira se os patches e as versões são recentes e reveja a segurança durante a configuração do sistema.

Prevenção de ataques XSS

Ataques Cross-Site-Scripting (XSS) também são bastante comuns e, muitas vezes, passam despercebidos.

Mas algumas atitudes podem ser efetivas na prevenção desses ataques, como o encoding, que filtra as informações inseridas pelos usuários e faz com que o navegador as interprete como dado e não como código. Junto com o Validation, que filtra todas as entradas dos usuários, inclusive as mal intencionadas.

Além disso, é interessante buscar bibliotecas anti XSS para usar funções contra possíveis ataques. Nesse sentido, o CSP (Content Security Policy) trabalha para impedir que um código XSS inserido no site seja executado, garantindo a segurança das aplicações.

Cookies seguros

Apesar das vantagens no uso de cookies para os usuários, eles também representam uma vulnerabilidade nas aplicações web. Para evitar ataques do tipo, é fundamental não armazenar informações confidenciais ou críticas nos cookies, como senhas e login de usuários.

Definir um prazo curto de expiração para os cookies também é uma prática de segurança, que evita a exposição de informações que podem ser usadas contra a empresa. Por fim, para dificultar ainda mais o roubo de informações, vale a pena criptografar as informações que são armazenadas nos cookies.

Planejamento da segurança

Ter em mãos um documento formulado com as ações de segurança em aplicações é outra ótima forma de ter um controle maior do que está sendo feito.

Para isso, é preciso listar todas as aplicações, definir quais possuem prioridade de proteção e ter um plano de ação para atualizações, testes de segurança, revisão das aplicações, entre outros.

Por fim, vale ressaltar que as vulnerabilidades citadas até aqui são apenas as mais comuns nas aplicações da web. É preciso que sua empresa busque parceiros especializados nesse tipo de solução, pois os problemas relacionados à segurança na web evoluem de forma acelerada, exigindo defesas cada vez mais robustas.

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