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Entenda as diferenças entre testes de aplicações dinâmicos e estáticos

Tendo em vista o cenário atual, em que vulnerabilidades e vazamentos de dados rotineiramente viram tema de noticiário, as empresas devem prestar atenção especial aos seus processos de desenvolvimento de software, incorporando boas práticas de segurança em todas as etapas — especialmente no ponto focal deste artigo: o teste dinâmico de aplicação e o teste estático de código de software.

Observando as diferenças entre testes de aplicações dinâmicos e estáticos

As análises estáticas e dinâmicas são os dois tipos mais populares de abordagem para garantia de qualidade do software — vamos usar os termos “teste” e “análise” de maneira intercambiável nesse artigo, exceto quando houver algum ponto mais específico.

Esses procedimentos devem ser antecedidos por um desenvolvimento carregado de boas práticas de segurança, pois teste algum é capaz de imunizar o software contra programação pobremente executada. Os testes devem ser considerados investimentos no software, já que mobilizam profissionais e recursos e, portanto, devem ser gerenciados com atenção.

A análise estática usa uma abordagem conhecida como “whitebox”. Ela aborda o código em si, “abrindo” a caixa do software para avaliar seus componentes e suas características, sem executar o software propriamente dito. Uma ferramenta que executa a análise estática de forma automatizada vai, tipicamente, procurar por erros que possam impedir a execução (run-time errors), erros comuns da linguagem alvo e código potencialmente malicioso.

A análise dinâmica atua no complemento da estática, considerando o código como uma caixa-preta (abordagem “blackbox”). Ela se preocupa apenas com os dados inseridos na rotina, se a saída de dados inseridos é a esperada, qual é o tempo de resposta, qual o comportamento funcional e a performance da aplicação como um todo.

Como tiveram origens e evoluções distintas, os testes estáticos e dinâmicos, algumas vezes, são erroneamente vistos como opostos, mas uma rápida análise dos prós e contras de cada um pode trazer alguns insights interessantes.

Muitos defeitos de software que causam erros de memória e de segmentação podem ser detectados de forma dinâmica e estática. As duas abordagens são complementares, porque não há uma única abordagem que encontre todos os erros.

Resumindo: s análise dinâmica é feita durante a execução. A análise estática é feita por meio da análise do código, sem executar o aplicativo.

Principais benefícios do teste de aplicações dinâmicos

A principal vantagem da análise dinâmica é evidenciar defeitos sutis ou vulnerabilidades cujas origens são muito complexas para serem descobertas na análise estática. Ela não permite que algum falha ou bug passe sem ser apontado e o produto final fique mais seguro e confiável. A análise dinâmica pode desempenhar um papel na garantia da segurança, mas seu principal objetivo é mesmo encontrar e eliminar erros, o chamado debug.

Após o produto passar por um teste de análise dinâmica, ele tende a ficar mais limpo, o que traz consideráveis melhorias na performance do produto e na diminuição no tempo de resposta — dois pontos que ajudam a melhorar, e muito, a usabilidade e a experiência do usuário final como um todo. 

Não à toa, testes de aplicações dinâmicos são utilizados com frequência pelos melhores designers de UX. 

Outro benefício da análise dinâmica é a capacidade de aumentar o poder de adaptação do produto em diferentes ambientes. 

Principais benefícios dos testes de aplicações estáticos

A análise estática é a melhor forma de examinar todos os caminhos de execução possíveis e seus valores variáveis — não apenas aqueles invocados durante a execução. A análise estática é a melhor forma de revelar erros que podem ficar ocultos por semanas, meses ou anos após o momento de lançamento.

Esse aspecto da análise estática é especialmente valoroso na garantia da segurança digital, tendo em vista que os cyber ataques, muitas vezes, abordarão uma aplicação de formas imprevistas e não testadas.

A grande vantagem da análise estática é a forma como ela ajuda a equipe de tecnologia da informação na identificação de inconsistências e falhas técnicas nas linhas de código do produto. Age como uma “passada de pente fino” no projeto e revela pequenos erros que podem passar despercebidos a olhos nus, mas ficam evidenciados pelo processo de revisões e análises estáticas.

Todos as etapas do processo — da execução até a exibição de valores, passando pelo processamento — são examinados durante esse teste. Um dos benefícios é que os erros mais simples e corriqueiros são descobertos de forma ágil e eficaz. As revisões são realizadas por seres humanos e a análise estática em si fica a cargo das ferramentas.

É o ideal para descobrir falhas de sintaxe e de segurança, além de encontrar más práticas que podem prejudicar o produto final.

Analisando os prós e contras dos dois testes

Custos

Os testes estáticos têm custo menor do que a análise dinâmica porque podem ser feitos já nos estágios iniciais do processo de desenvolvimento.

Tempo

Os testes dinâmicos vão exigir um somatório de tempo muito menor do que os estáticos, já que precisam de uma quantidade muito menor de reuniões e comunicações.

Abrangência

Em matéria de cobertura das instruções contidas no código, os testes estáticos conseguem cobrir uma área maior do que os testes dinâmicos, em um intervalo menor de tempo.

Complexidade

Testes dinâmicos vão revelar e permitir a correção de falhas e comportamentos inesperados que, normalmente, são muito difíceis de se capturar na análise estática. 

Como se vê, apesar de o que possa parecer, os dois tipos de teste de aplicações apresentados aqui não são excludentes: pelo contrário, funcionam melhor quando usados de forma complementar. Cada um deles é mais vantajoso para descobrir determinados tipos de falhas e apresenta diferentes benefícios. Por isso, a melhor forma de garantir que seu produto fique realmente seguro e aproveitar o máximo de benefícios que os testes podem trazer é usar ambos.

Para complementar seus conhecimentos, confira o artigo “Integração contínua e testes de segurança“! Por lá, nós apresentamos as duas abordagens integradas em um processo de integração contínua.

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